Proenem prepara mais de 5 mil estudantes paraenses para o Enem

Da Redação
Agência Pará de Notícias
Atualizado em 30/06/2014 20h33

Com o intuito de preparar os alunos da rede estadual de ensino para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), o governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado de Educação (Seduc), mantém há quatro anos o Proenem, que atualmente está presente em 100 polos, distribuídos em 36 municípios, atendendo ao todo cinco mil alunos. O projeto faz parte do Pacto pela Educação do Pará, que o objetiva aprimorar o índice da educação básica no Estado.

O Proenem leva a professores e alunos uma maratona de aulas extras de todo o conteúdo que será abordado na prova, que hoje é considerada uma das principais formas ingresso dos estudantes no ensino superior. Nesta segunda-feira (30), professores, técnicos, diretores e coordenadores se encontraram na Escola Estadual Anísio Teixeira para discutir os rumos do projeto.

“O projeto vem evoluindo ao longo desses quatro anos. Ele surgiu, primeiramente, por causa de uma emergência causada pela greve de professores na época, que obrigou a Secretaria de Educação a criar uma estratégia preparatória para o Enem. Ele continuou porque percebemos que era uma demanda social necessária, e desde então não paramos. Para suprir esta demanda de aulas, damos um treinamento especial para os professores e produzimos todo o material de didático”, explica o diretor de Ensino Médio da Seduc, Franciney Palheta.

As aulas do Proenem incluem disciplinas como história, geografia, filosofia, sociologia, química, física, biologia, língua portuguesa, espanhol, inglês, arte, educação física e matemática, com professores do ensino médio que são escolhidos a partir das escolas selecionadas em cada polo. Geralmente são escolhidas as escolas com a melhor estrutura para atender de forma adequada ao projeto.

No ano passado, o Proenem contava com apenas 1,4 mil alunos cadastrados; hoje são cinco mil alunos, que recebem as aulas de mais de 400 professores. São 32 escolas cadastradas em Belém e 180 na região metropolitana. Entre os municípios atendidos no Pará estão Acará, Alenquer, Anajás, Ananindeua, Augusto Corrêa, Bragança, Cametá, Capanema, Conceição do Araguaia, Faro, Pacajá, Paragominas, Santarém e São Félix do Xingu.

A coordenadora do Proenem, Magali Sousa, destaca o preparo dos professores. “Existe uma paradigma ainda em relação à questão da disciplina, de dar aulas por disciplinas, ou seja, priorizar conteúdos. Isso é o que é feito no ensino regular, e só temos um sábado por semana para o professor trabalhar habilidades e competências. Não é uma ação fácil para nós, mas esta é a nossa meta”, diz.

Essa segunda formação, segundo a coordenadora, foi feita para potencializar o uso do material que foi produzido para as aulas do Proenem, que são embasadas em competências e habilidades. “Estamos aqui com os professores para conversar sobre as suas dificuldades, os conhecimentos que eles têm sobre competências e habilidades; sensibilizar o nosso colega de trabalho de que o Enem se consolidou e precisamos nos adaptar. O Proenem é um ensaio do que os professores podem e devem fazer nas aulas regulares”, complementou.

Conteúdo – Para a estudante do terceiro ano Iria Maria, 17, da Escola Estadual Teodora Bentes, em Icoaraci, as aulas do Proenem ajudam bastante. “É muito diferente da aula que a gente tem durante a semana. Acho bem melhor. Os professores são muito criativos, e a gente consegue entender mais. Por exemplo, nas aulas de português, eles levam muitos exemplos do dia a dia, e fica mais fácil entender. A gente tem simulados e vários exercícios, então, dá para sentir que estamos com o mesmo conteúdo que as escolas particulares abordam”, frisa.

Além das aulas presenciais, a Seduc firmou um convênio com a Geeki Games, organização paulista que oferece aos estudantes da rede estadual uma plataforma de aprendizagem adaptativa como preparação ao Enem. Credenciada pelo Ministério da Educação (MEC), a ferramenta hoje faz parte das metodologias indicadas pelo órgão para várias secretarias de educação. Quando o estudante acessa a plataforma pela primeira vez, ele é convidado a “fazer uma prova diagnóstica”. A partir do resultado, a plataforma cria um curso com vários recursos, material didático, atividades e vídeos conforme o nível de aprendizagem.

Conforme o desenvolvimento, a plataforma vai se adaptando ao nível de compreensão dos estudantes e aumentando a dificuldade do curso. Ao final, a plataforma gera uma pontuação que serve de parâmetro para indicar em quais cursos e universidades o estudante poderia ser aprovado com aquela pontuação.

O Pacto pela Educação do Pará é um esforço liderado pelo governo do Estado e conta com a integração de diferentes setores e níveis de governo, entre comunidade escolar, sociedade civil organizada, iniciativa privada e organismos internacionais, com o objetivo de promover a melhoria da qualidade da educação no Pará.

Diego Andrade
Secretaria de Estado de Comunicação
Fonte: Agência Pará, Educação, 1 de julho de 2014


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