Estudantes descobrem no xadrez foco para os estudos

Estudantes descobrem no xadrez foco para os estudos

A cada semana de 10 a 15 estudantes comparecem à sala de xadrez escolar na Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio Temístocles de Araújo, no Conjunto Cohab, no bairro da Marambaia. Os coordenadores desse espaço observam o interesse dos alunos em aprender a jogar com as 24 peças sobre o tabuleiro de xadrez, em contraste com uma série de jogos e outras diversões eletrônicas atuais.

Mas, por que esse interesse em jogar xadrez e quais as vantagens em participar do desafio de dar xeque-mate ao rei adversário? Algumas respostas puderam ser encontradas no Torneio Aberto de Xadrez Escolar, com 25 participantes, na própria Sala de Xadrez da Temístoces de Araújo na sexta-feira (28), em comemoração ao Dia Mundial do Xadrez, transcorrido no dia 19 deste mês.

“Eu comecei a jogar xadrez este ano, aqui na escola. Eu gosto de xadrez porque é um jogo de estratégia. Desde que eu comecei a jogar, eu passei a me concentrar melhor para entender o que acontece no mundo”, afirmou o estudante Ronald Rosário, 12 anos de idade, aluno do 6º ano.

Essa concentração assinalada por Ronald se estende, fundamentalmente, aos estudos, com foco no futuro. “Eu quero ser militar da Aeronáutica, como o meu pai. Eu não tenho nenhuma dúvida disso, ninguém muda o meu destino”, completou o enxadrista durante um intervalo na programação da escola.

No torneio de xadrez que integrou a Feira da Cultura da Escola Temístocles de Araújo, os estudantes vencedores receberam troféu, medalhas e certificados de participação.

O xadrez surgiu na Índia, no Século 5 ou 6 depois de Cristo, e recebeu características de povos pelo mundo, sem perder a sua essência. Como disse o professor e enxadrista com mais de 30 anos de esporte, Mário Cardoso, da Federação Paraense de Xadrez, “cada peça tem seu próprio movimento no jogo, como o cavalo, que só anda em forma de “L”, aí, tem que se ter estratégia, raciocínio para se combinar o movimento de cada peça e chegar até o rei do grupo adversário”.

Em outras palavras, o jogador assimila noções de gestão, tolerância, respeito, objetividade e comportamento esportivo.

O interesse dos alunos e comunidade do entorno da Escola Temístocles pelo xadrez foi também expressado em tabuleiros do jogo com peças feitas de plástico, papel e outros tipos de matéria para a Feira da Cultura. O diretor da escola, Jeedir Gomes, destacou que grande parte dos 1.500 estudantes nos três turnos de aulas (Ensino Fundamental e Médio e mais o EJA – Educação de Jovens e Adultos) gosta de jogar xadrez.

O projeto de xadrez escolar da Temístocles de Araújo, mobilizando as professoras Arlete Paes, Jorgina Pereira e Diana Paraense, conta com a parceria do Programa Pacto pela Educação do Pará, por meio do Programa Ensino Médio Inovador – Jovem do Futuro (ProEMI/JF), da Instituto Unibanco.

“Eu quero ser geógrafo e o xadrez me ajuda muito na concentração e raciocínio das jogadas, o que me serve também para a sala de aula”, declarou o aluno Luiz Guiherme Bezerra, 16 anos, do Ensino Médio da Temístocles de Araújo, escola que possui uma bicampeã da modalidade nos Jogos Estudantis Paraenses (JEPs), a estudante Luciane Teixeira.

Eduardo Rocha
Secretaria de Estado de Educação


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