Escolas estaduais avaliam desempenhos e traçam metas para melhorar o Ideb

A educação pública do Pará cresceu em todos os níveis e séries avaliados pelo Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb). A Secretaria de Estado de Educação (Seduc) continua com o trabalho para elevar ainda mais os índices de aprendizado dos alunos da rede pública de ensino. Desde que os resultados foram divulgados pelo Ministério da Educação (MEC), na última quinta-feira (8), a Seduc começou a articular um trabalho de avaliação junto às 19 Unidades Regionais de Educação (URE), que abrangem escolas da região metropolitana de Belém, e às 20 Unidades Seduc na Escola (USE), que englobam os demais municípios.

A diretora de Ensino Médio da Seduc, Joseane Figueiredo, diz que cada unidade, além de avaliar os indicativos, vai desenvolver uma estratégia para melhorar o nível de aprendizado dos alunos das escolas públicas da rede estadual. “A principal orientação é reunir diretores das escolas e montar uma estratégia de melhoria dos indicativos baseados também nos resultados do Sistema Paraense de Avaliação Educacional (Sispae), que são sempre divulgados no ano anterior ao Ideb, com a proficiência dos alunos em português e matemática, e dos resultados do fluxo – que envolvem dados referentes à reprovação, abandono e distorção série e idade –, para que sejam criadas estratégias de melhoria do aprendizado”, explica.

Na 1ª USE, que fica em Belém, o trabalho começou nesta terça-feira (13), com reunião na Escola Estadual Rui Paranatinga Barata que envolveu 17 diretores de escolas vinculadas. A gestora da 1ª USE, Lucinete Albarado, informou que nove escolas do ensino fundamental menor tiveram aumento nos índices. Uma delas, a Escola Estadual de Ensino Fundamental Nossa Senhora de Fátima 1, em Val-de-Cans, teve 6,1 no Ideb, 2,0 acima da nota projetada pelo MEC. “Nessa reunião os diretores das escolas que aumentaram a nota no Ideb vão compartilhar com os outros diretores o trabalho que está sendo feito com sucesso em suas unidades para juntos traçarem metas de aprendizado para o ano que vem”, explicou.

Crescimento – Outra escola de ensino fundamental que ficou com nota do Ideb acima da média do MEC (6,4), servindo de modelo para municípios do interior do Estado, é a Escola Estadual de Ensino Fundamental Santa Maria Bertilla, em Benevides. O Pará obteve o segundo maior crescimento da nota do Ideb dentre todos os Estados brasileiros, de 2,7, em 2013, para 3,0 em 2015. Além disso, houve reversão da curva das notas do ensino médio, que vinham caindo nos dois últimos anos da avaliação (2011 e 2013). O avanço de 0,3 em 2015 foi superado apenas pelo Amazonas (0,5) e Rio Grande do Sul (0,4).

Principal indicador da qualidade da educação no Brasil, o Ideb é composto pela Prova Brasil – avaliação que mede o aprendizado em Língua Portuguesa e Matemática – e pelo chamado fluxo, que considera as taxas de aprovação. No Pará, o resultado alcançado recebeu contribuição do Pacto pela Educação. Lançado em 2013 pelo Governo do Estado, o programa, que tem a participação de 40 municípios, visa promover a melhoria dos resultados educacionais por meio da articulação de esforços de governos de diferentes níveis, empresas e organizações da sociedade civil. O desafio é aumentar em 30% o Ideb do Estado em todos os níveis até 2017.

A comparação entre os resultados do Ideb 2013 – linha de base do Pacto pela Educação – e do Ideb 2015 é o indicador da efetividade da iniciativa, na avaliação da diretora do Instituto Synergos no Brasil, Wanda Engel. “Estamos no caminho certo. A educação pública do Pará cresceu em todos os níveis e séries avaliados pelo Ideb 2015”, afirma ela. O Instituto Synergos coordena o grupo de parceiros estratégicos do programa estadual.

Os anos iniciais do ensino fundamental – 4ª série e 5º ano – tiveram a tendência de crescimento reafirmada e, ao registrar Ideb de 4,3, atingiram a meta prevista para o ano de 2017. O crescimento de 0,5 entre 2013 e 2015 foi suplantado apenas por três Estados: Ceará (0,7), Alagoas e Maranhão (0,6). Em relação aos anos finais (8ª série e 9º ano), mesmo que o crescimento no Pará tenha sido de 0,2, somente 13 outros Estados registraram ganhos superiores.

Destaques – Em 2015 foi lançada a iniciativa Municípios Piloto do Pacto, que teve a adesão de 18 prefeituras. O objetivo é garantir a implantação das principais diretrizes do Pacto pela Educação, como a parceria entre diferentes setores (educação, saúde, assistência), níveis de governo, empresariado e famílias, além de uma gestão colaborativa focada em resultados. Os desempenhos no Ideb mostraram a eficácia do projeto. Nos anos iniciais do ensino fundamental, 72,2% tiveram ganhos iguais ou superiores à média estadual. O mesmo ocorreu com 50% dos municípios nos anos finais.

O destaque entre os Municípios Piloto foi Ulianópolis, no sudeste do Estado, que nos anos iniciais já superou a meta projetada para 2021, com Ideb de 5,9, enquanto a meta era 4,6. Outros cinco municípios do Pacto pela Educação já alcançaram as metas estipuladas para médio e longo prazo: Paragominas e Santa Bárbara do Pará atingiram as metas para 2019, e Salvaterra, Santarém e Tailândia chegaram às metas para 2017.
“Os resultados do Ideb 2015 mostram que a meta é alcançável quando existe mobilização em torno de objetivos e metas comuns, com a integração de esforços de profissionais da educação, alunos, familiares, empresários e sociedade”, conclui Wanda Engel.

Por Kátia Aguiar


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