Empresas aderem ao Pacto pela Educação

O governo do Estado e o Fórum Pará de Entidades Empresariais assinaram, na manhã de ontem, o termo de adesão ao Pacto pela Educação. A cerimônia aconteceu na sede da Federação das Indústrias do Pará (Fiepa) e contou com a presença do governador Simão Jatene, além de secretários de Estado, empresários, lideres de entidades representativas e diversas outras autoridades. O Pacto é uma ação coordenada pelo Estado, que integra diferentes setores e níveis de governo, a sociedade civil, a iniciativa privada e organismos internacionais. O grande objetivo desse conjunto articulado de esforços é aumentar em 30%o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) do Pará, em todos os níveis, até 2017.A ação integrada foi concebida a partir de um plano estratégico, estruturado em sete importantes resultados: todos voltados para a melhoria da educação no Estado. Segundo o secretário de Estado de Educação, José Seixas Lourenço, a taxa de abandono nas escolas estaduais hoje é de 20% dos jovens. Ainda de acordo com Seixas, apenas 32% dos alunos até 19 anos conseguem concluir o ensino médio no Pará, condição mínima para ingressar no mercado de trabalho. “A bai xa performance educacional é um entrave para o desenvolvimento econômico deste Estado. Por isso, desde 2011: estamos trabalhando para conquistar novas adesões ao Pacto”, comentou. O secretário destacou que a ação integrada voltada para a educação está operando um aporte de USS 200 milhões provenientes do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). “Este montante foi acrescido de recursos relativos à con- trapartida estadual e federal, na ordem de IS 150 milhões. = Nenhuma unidade federativa brasileira jamais conseguiu um incremento desta magni- tude”, contabilizou.
O termo de adesào foi assinado pelo governador Simão Jatene, pelo presidente do Fórum Pará de Entidades Empresariais, José Comado, e pelo secretário de Educa-cão, José Seixas. Na avaliação de Conrado, o Pacto, para ser alavancado e cumprir seu objetivo, precisa contar com o apoio de todos os envolvidos, sobretudo a própria sociedade. “Este não é um item pertencente a um programa de governo, e nem uni projeto de estado, mas sim um compromisso que deve ser assumido por toda a sociedade paraense”, recomendou. Santos disse também que o setor empresa rial vem buscando fazer a sua parte no que tange à propagação do conhecimento. “As escolas do Sesi, do Senai e o próprio IEL vêm trabalhando neste sentido. Somente o Senai vai investir RS 70 milhões em educação nos próximos anos”, garantiu. Para o governador Simão Jatene, mais que o melhorar os índices do Ideb, o Pacto tem transformar a educação, que, segundo ele, deve ser uma prioridade para toda a sociedade. “Desde que me entendo, sempre colocam a educação como uma prioridade, mas é fato que a educação no Brasil deixa muito a desejar, e em nosso Estado não é diferente. Cada vez mais nos convencemos que a única forma de superar isso é uni grande pacto, que não pode ser construído do dia para a noite”, afirmou. Jatene frisou, ainda, que, para sair do papel, o esforço conjunto precisa de aportes financeiros. “Estamos, desde abril de 2011, trabalhando uma operação de crédito que foi finalizada no ano passado, com o BID, e que disponibilizou US 200 milhões, mais US$ 150 milhões colocados pelo governo do Estado, ou seja, são USS 350 milhões de dinheiro novo para a educação. Mas não para fazer a mesma educação. Vamos utilizar dinheiro novo, para fazer unr projeto novo”, apontou.
O Liberal, 22 de maio de 2014


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